quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

eu choro por mim pelo michael




 Eu choro por mim...pelo Michael



Num dia, que a gente já está com vontade de chorar, sabe-se lá porque, vem a notícia da morte de Michael Jackson e nos oferece um excelente motivo!
Estou aqui nesse quartinho ouvindo 'Ben'..... 'Happy'.....'One day in your life'....'Music and Me'..... num Cd remasterizado (relíquia) que eu comprei num Centro Cultural em Lisboa, há 12 anos.
Xiiii, dái é inevitável voltar aos anos 70.
Eu criança ,admirada vendo aquela outra criança cantando, dançando e fazendo musica, não como gente grande, mas como um gênio.
Daí ele fica adolescente e eu também.......e ele brinda a minha adolescência com mais música, mais genialidade, e a minha sensação é a de que ele é um irmão, um igual, um garoto da minha geração... fazendo música genial.....
Então ele fica jovem e eu também. Ele de lá brilhando e conquistando e eu daqui na minha conquista diária, embalada pela música dele.
Ele fica adulto, e ser adulto é muito chato.Ele sente a pressão, e mergulha nas complexidades todas do 'ser adulto' sendo ainda celebridade e gênio, num mundo insano, caótico .
E fiquei eu à espera, no desejo que ele vencesse a batalha e matasse todos os dragões, assim como tento eu faze-lo, e então ele e a sua música retornariam, e nos acompanhariam vida adulta à fora, idade madura à dentro......
Mas aos 50 anos ele morre...
e eu......

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Saindo da inércia





Uma amiga com depressão disse ao terapeuta: - ' Acordo e não consigo sair da cama..sem forças..sem energia.'
Daí o terapeuta diz: '- Vc vai fazer um exercício: quando acordar e se sentir sem energia, planeje apenas ir ao banheiro escovar os dentes e depois pode voltar pra cama.'
Ela fez isso.
 E surpreendentemente depois de escovar os dentes nunca voltava para a cama. O ato de levantar..escovar os dentes..desafiou a inércia e a derrotou. O terapeuta sabia das coisas...

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Penso ..logo escrevo...logo calo...



Minha cabeça é um turbilhão...acho que a de voces também. Não consigo saber de um fato, ler uma frase, ver uma imagem e não elaborar logo. Ideias vão pulando daqui , dali, pra cá pra lá.
Ser humano é ser expressivo: a gente precisa se expressar. E a gente faz isso o tempo todo, até quando escolhe ficar quieto.
Silencio é forma de expressão. Muitas revoluções foram feitas por homens silenciosos.
Eu já fui mais falastrona..mas com o tempo fui calando...e agora, muitas vezes quando falo, me arrependo logo em seguida. Fico com aquela sensação de que de fato a minha fala contribuiu muito pouco. Afinal, as pessoas já tem ' aquela velha opinião formada sobre tudo'..rs.
Mas eu penso... e...as vezes escrevo. Escrevo aqui no meu blog..pra mim..e depois pra quem quiser ler. São só opiniões, singulares, porque são fruto de uma vida singular: a minha! Não há outra Stella J como eu, com os pais e irmãos que tenho, com a coleção de historias e vivencias, com o meu mundo emocional sendo influenciado por todas elas. Eu sou singular. Vc  é ! Então, se voce lê o que eu escrevo lê parte da minha singularidade. Não tem nada a ver com você, e não é uma verdade universal. Pode tangenciar em voce ,  voce pode se identificar, mas tem a ver comigo.
Há coisas que eu escrevo e nunca serão publicadas, há outras que agora voltei a publicar. Voltei por um pedido de uma amiga que gosta de ler o que eu escrevo. Colocou argumentos que me convenceram a voltar a publicar.
Mas são só pensamentos singulares de uma Stella singular.
Ando refletindo mesmo é sobre o silêncio, e como ele é um exercício de renúncia e sabedoria. Ele expressa de forma tão contundente, que ainda não aprendemos sobre a sua força e o seu real significado.
Eu acho que perdi amigos porque não usei sabiamente o silêncio.

Sigo pensando... e vivendo a difícil escolha entre escrever e silenciar.
Hoje, minha mente está grávida de palavras que não são as deste post. Por hoje a escolha está feita.

SJ

domingo, 7 de julho de 2013

7 de Julho de 2013- Nove anos sem mamãe



O dia 7 de julho era um dia de inverno-azul,  como todos os dias de Julho no Rio de Janeiro.
Mas a partir de 7 de Julho de 2004 ele mudou. Recebeu uma carga histórica definitiva, pois foi o dia que mamãe morreu.
 A morte da minha mãe  mudou a Stella por completo: reconfiguração.

Eu e Mario estamos aqui falando dela, e relembrando todas as coisas boas que ela fazia e a pessoa única que ela era.

Ele disse: '"..sua mãe era rápida, criava conexões rápidas. Me viu pela primeira vez e me senti 'em casa', acolhido, amado. Ela tinha essa capacidade de 'afetar ' as pessoas rapidamente. Com um sorriso, com uma palavra, com um gesto simples e acolhedor, com o olhar."

"Conexões rápidas"... gostei disso , e completaria.."rápidas e permanentes".
Se alguém entrasse no raio de atenção da minha mãe, receberia dela, para sempre, a atenção, a preocupação, a oração.

A morte é um ' bicho' chocante, devastador. Não ver mais, não ouvir mais, não sentir mais, não abraçar mais, não achar a pessoa em lugar algum, nunca mais.....

Mas aí vem um sonho..num dia de inverno azul , e ela me aparecesse com um sorriso, um gesto simples e acolhedor, com o olhar terno e diz: "filha, não nos falamos hoje !!"
E eu sinto de novo, num relance, aquela "tal" felicidade....

SJ

sexta-feira, 3 de maio de 2013

'Porca' miséria !

Quase um ano sem postar.
Mas a cabeça fica fervilhando, porque o 'não postar' não significa o 'não pensar'.
A gente recebe muita informação: informação digital, analógica, afetiva, real, surreal ..é uma avalanche.

Escrever é depurar, decantar...e quase não há tempo de digerir as falas, os acontecimentos, os sentimentos produzidos nesse caldo todo da vida...

Mas há muita fala aqui dentro de mim.... há coisas que não devem ser ditas num espaço público universal... mas ao mesmo tempo gritam para sair....

As coisas mais íntimas são aquelas que mais desejamos expressar e ao mesmo tempo são as que mais precisamos guardar...com as sete chaves do silêncio... no profundo do abismo da alma......

...doido paradoxo.... ' porca' miséria !


SJ


domingo, 1 de janeiro de 2012

Um novo olhar sobre as mesmas coisas...























Desenho do artista Yann Dias Ribeiro, meu sobrinho. Ele é um dos maiores ganhos da minha vida. Com ele aprendo a lançar um olhar novo sobre as coisas todas. Através dos olhos do Yann e da Anne aprendo de fato aquilo que achava que já havia aprendido.

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O tempo traz a inexorável lição da perda: um sonho acaba, um projeto dá errado, um querido morre, a aparência juvenil vai se distanciando do espelho cada vez que voce olha.



E voce precisa se adaptar: gerar um novo sonho, começar um novo projeto. Acomodar a dor da perda do querido, se acostumar a viver com saudade todo dia.



Fazer contato e amizade com a nova face no espelho e o novo corpo que a vida te dá, começando a cuidar bem dele, realçando seus melhores pontos e sentir-se bela novamente.



Então voce percebe que está aprendendo. Esse turbilhão todo de vivências só acontece numa aprendizagem diária, doída, bonita.



Até aqui aprendi muito: aprendi a ser mais generosa comigo mesma, a me fazer carinho, me dar afago e colo e a me dizer: segue Stella, está indo bem, nem sempre perdendo, nem sempre ganhando, aprendendo,vai indo bem.....




E aprendendo a ser assim comigo mesma descobri mais facilmente a ser assim com os outros: e daí comecei a ganhar de novo: uma nova família, novos amigos, novos projetos, alguns com o mesmo nome de antes, com a mesma face de antes, mas renovados pelo meu novo olhar.




Adoro aniversário, caminhar e aprender que posso sim conseguir chegar à adulteza, estatura de gente boa , caminhando, ganhando, perdendo, aprendendo!






'.. dEle e por Ele são todas as coisas.... à Ele."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O tempo..

O tempo passa rápido. E a gente começa a lembrar de fatos da vida e contabilizar que isso foi há 20, 30 anos.. daí se dá conta... está passando e rápido.

E o tempo ainda traz outra conta a conta dos ganhos e perdas. Ganhar é bom perder não é.

Não é fácil sentir por exemplo que a visão perdeu um pouco.. precisamos de auxilio para leitura, por exemplo.
O óculos em si não é o problema, mas o significado dele..... é o tempo e os inevitáveis sinais que surgem.

O tempo traz experiencia também, um olhar mais leve sobre a vida e as coisas. Na juventude a gente leva tudo à 'ferro e fogo', causas urgentes demais, lutas que precisam ser travadas, ideais inadiáveis.

O tempo traz um ritmo cadenciado, uma certeza comprovada que tem certas lutas que não valem o esforço e o barulho que fazemos.

Não é preciso tanta pressa...
Não é preciso tanta ansiedade..
As coisas virão e passarão ..e nós também.

domingo, 6 de março de 2011

Numa praça..

Sábado à noite... muito calor.. a cachorrinha nervosa, agitada, a rua era uma boa opção.

Dar um passeio, gastar a energia dela e quem sabe recuperar um pouco da minha.

O bairro oferece pouco espaço para passeio.. mas há uma praça.

E nessa praça crianças brincando, adultos papeando, homens jogando, outros cachorrinhos, gente de bicicleta... tudo muito calmo, ameno...

Em poucos minutos Nina tomou conta da atenção das crianças: 'posso passear com ela, tia? posso dar água,tia? posso brincar com ela,tia? Em 5 minutos ganhei muitos sobrinhos... irmãs...e de repente não era só mais uma praça..era o encontro.

Papear com todos, falar da vida, rir de uma amenidade dita... Pessoas que eu nunca vi e talvez nunca mais veja... mas naquele instante elas foram o 'meu' encontro...

...numa mística de aconchego e generosidade passamos uma noite de sábado agradável, sem sabermos os nossos nomes....

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Oscar Ribeiro- salve, salve.

Renata, Oscar, Mario, Stella ,Oscarzão, Joel, Yann e Anne. ( foto by Renata, gentilmente cedida)


Cá já estamos no segundo mês de 2011 e eis um fato de alta relevância.


Aniversário do Grande Pai, numa data que é para poucos - 90 anos.

Neste blog tem alguns textos sobre ele, e poderia mesmo haver um blog apenas para contar a sua saga e enaltecer a sua vida.


Hoje é mesmo só gratidão: Deus nos tem dado esse presente- o pai Oscar conosco, ativo, alegre, preocupado, atencioso, o mesmo paizão de sempre, conservado e guardado pela benevolente e generosa força que vem do alto !!


Muita gratidão e emoção neste dia !
Vale registrar a data e o especial encontro da família em torno dele para celebrar !

SJ

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eu quero ser plural...será que dá?


Ontem fiz uma palestra na FABAT.
Falei para alunos de música mas também para os de teologia e pedagogia, além dos colegas e chefes que por lá estavam.

Como sabia da heterogeneidade do público, não fugi de um tema musical, mas evitei gastar muito tempo com aspectos técnicos, estilísticos, tentei abrir para aspectos sociais, humanos,históricos, algo que pudesse nos fazer pensar e sentir a inspiração dos fatos.

Voltando para casa pensei nos gregos antigos e lembrei da figura dos preceptores.

As crianças bem nascidas, em determinada idade eram entregues a um preceptor: um homem que instruía os discípulos em astronomia, matemática, filosofia, literaruta, música, artes em geral, ciencias, biologia, física.

A Grécia é o berço da chamada 'cultura geral' . Aristóteles foi um dos mais famosos preceptores da Grécia antiga, preceptor de Alexandre - O grande.
O discípulo chegava novinho para as mãos do preceptor e saía um jovem com múltiplas formações.
Eu sei, outros os tempos, outro contexto...mas pense.... uma maravilha!!

Muita coisa me interessa, na música, fora da música, eu leio sobre tudo, curiosa.
Mas a nossa sociedade ocidental atual é a sociedade da cultura da super especialização, onde tempo é artigo raro e caro.

Mas eu insisto na pluralidade: eu quero ser plural na medida do possível...saber e tentar saber mais....

será que dá?


bj

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sonhando acordada...sonhando dormindo...


Dia desses vi umas fotos: o cenário era o santuário de uma igreja que eu frequentei muito tempo, desde a infância. Imagens da infância são poderosas, ficam arquivadas no subconsciente, ali, antigas, recebendo todo tipo de reforço.

Na minha cabeça aquele cenário é nítido, eu saberia reproduzir cada detalhe do espaço pois foram muitas as vivências ali.

Mas nas fotos, atuais, as pessoas mudaram o cenário. Quase que completamente.... não vai aqui nenhuma crítica...o tempo mudou...as pessoas mudaram e transformaram o ambiente para que fique mais funcional..mais ao gosto...enfim...acho normal...as coisas mudam...

Mas no mesmo dia que eu vi as fotos eu sonhei com aquele espaço.... e adivinhem? No sonho o santuário estava tal e qual o da minha infância. Era o velho espaço, na mesma cor antiga, detalhes daquela época.

Eu agora tinha a imagem do novo, mas uma imagem fria , sem reforço de afetos, vivências, sem história.

Achei legal isso... aquele lugar sempre será o mesmo aqui na minha mente...e embora geograficamente o mesmo espaço, este agora remodelado, não tem nada a ver comigo....

Na verdade entendi que é o espaço abstrato,suprareal que interessa, e que a imagem é a capa do que realmente marcou, embrulho de pacote cheio de vivências.....

Ontem sonhei com uma coisa que eu desejei há muito anos, há uns 15 anos, mas nunca realizei.
E ontem...exatamente ontem.... por alguma motivação sei lá de onde, no sonho finalmente eu realizei aquele desejo .......

rsrsrsrsr ( muitos risos)..... a gente não sabe nada da gente.....


" A vida não é significado...a vida é desejo"

Charles Chaplin

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre sábado passado




Sábado passado eu participei de um encontro de Coros Femininos.

Luis Armando, o mentor do evento me convidou para tocar.

Nove coros compareceram para se apresentar.
Mulheres de todas as idades, música de todos os gêneros, uniformes variados, muito legal.

E o denominador comum era a alegria. Que gente alegre! Foram 3 horas de programação: os coros cantavam 2 músicas. No meio da programação a maravilhosa Jael Sant'Anna colocou a mulherada para fazer exercícios vocais, de forma lúdica, leve, e ainda falou coisas tão importantes sobre o canto, o coro.

No final , bolo e conversaria.

Fiquei pensando... o mundo anda tão doido, maluco mesmo, e naquela noite, mais ou menos 300 mulheres estavam ali, felizes da vida, atentas, entregues àquele momento de prazer.

A gente anda inventando fórmulas muito complicadas de felicidade: na verdade, ela está bem ali, bem aqui, em momentos como aquele, do último sábado.

Mistura infalível para a felicidade: música, encontro, simplicidade.

SJ

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Impressões São Carlinas- Painél Funarte

Zezé sempre junto !!!

Felicidade depois do concerto!!


Concerto de encerramento: Eu e Juninho, grande percussa e batera. Angelo só observando.



Foto no último dia de aula...felicidade!!!!!!





Todo mundo atento!!









Aulas !!!






Equipe da Funarte, Jane e a turminha que ajudou a Jane em tudo durante o painél . Tem gente faltando...eu sei ...rsrs








Da esquerda para à direita: Prof. Angelo, Zezé, eu, Jane e prof Vladimir. (muito frio rsrs)










Prof. Vladimir e Prof. Angelo em ação- Show!





O painél foi um sucesso!


1- A cidade de São Carlos (SP) é uma lindeza. Aliás, viajar pelo interior de São Paulo é de ' encher os olhos'. Muita fartura, muita terra produtiva, muitas indústrias, estradas maravilhosas. Uma paisagem deslumbrante para qualquer lado que se olhe.


2- A UFScar ( Universidade Federal de São Carlos) é incrível. Um campus maravilhoso, imenso, todo verde, bem tratado, com prédios de aulas novos, teatros, uma biblioteca incrível, livraria maravilhosa, um lago incrível bem no meio do Campus, espaço demais, verde demais... um encantamento.

3- As pessoas: muitos alunos da UFScar participaram do painél e muitas pessoas de cidades vizinhas também vieram: Jaú, Araraquara, Poços de Caldas, Uberlândia entre muitas.


Essa gente toda se reuniu durante 6 dias, e pareciam velhos conhecidos, num grande clima de camaradagem e união . Ávidos por informação, atentos, interessados, gentis e musicais.

Uma turma maravilhosa, cheia de entusiasmo e bom humor, com uma vontade grande de trocar, aprender, crescer.

4- Jane Borges: Diretora do departamento de artes da UFscar, foi a responsável por toda a logística do painél dentro da Universidade.

Os painéis são promovidos pela Funarte, mas necessitam de uma parceria local para funcionar. Dessa vez a parceria foi com a UFscar, na pessoa da Jane.

Estrutura perfeita, nada faltou. Tudo que se precisou tivemos a tempo e a hora. Desde material de aula, teclados, data show, salas incríveis, equipe para inscrição ( equipe para tudo aliás, grande equipe de apoio) coffee brake farto e delicioso todas as tardes, um programa lindamente impresso para o concerto de encerramento.

Ela foi a motorista dos professores todos os dias, para almoço, jantar, levar para a Universidade. Fora o que não vimos a Jane fazer, desde a estruturação prévia do painél e dos bastidores durante o painél.

Jane foi show de competência, simpatia, carinho e atenção.
Sem ela, difícilmente teríamos tamanho sucesso.

Vale um parágrafo exclusivo para a equipe de apoio da Jane. Todos alunos dela na UFscar. Uma turminha 'da pesada', alegre, animada, competente - gostaria de citar o nome de todos aqui. Por favor, se voces lerem esse texto, mandem os nomes para eu incluir.

5- Zezé Queiroz, Vladimir Silva , Angelo Dias e eu.

Zezé é um nome que vai ficar na história do ressurgimento dos Painéis Funarte de Regência Coral- Dentro da Fundação Nacional de Arte ela é a grande batalhadora desse projeto. Ela batalha meses antes , pelas verbas, organização e vai conosco nas viagens, levando inspiração, entusiasmo, e a presença física da Funarte.
Dessa vez ela deu 'uma canja' e cantou com o coro no concerto de encerramento. Grande Zezé.


Vladmir Silva, professor da UFCG, doutor em música, grande regente, cantor e grande pessoa. Fez uma dobradinha incrível com o prof. Angelo, ministrando aulas de alto nível, compartilhando com generosidade os seus conhecimentos e a sua forma elegante e precisa de reger.

Angelo Dias, também doutor em música, professor da UFG, é um show de competencia e simpatia. Carismático ao extremo, fazia contraponto perfeito com o prof. Vladimir nas aulas.

Isso me chamou a atenção. Eles não dividiram as aulas em períodos distintos para cada um , mas ficavam os dois, juntos, o tempo todo em sala de aula, dirigindo magistralmente as aulas, como se tivessem ensaiado muito, a hora de falar, de contribuir com um exemplo, de intervir.

Assistir esses dois em ação foi um show.

E eu estava lá.....
Eu viajo pela Funarte há 4 anos com o Projeto dos Painéis. Cada um tem a sua especialidade. Mas de alguma forma, esse em São Carlos, vai ficar especialmente marcado na minha vida.

Já tenho recebido emails e scraps dos alunos do painél, todos marcados demais pelos 6 dias que vivemos.

O concerto de encerramento foi um momento sublime, onde apresentamos o resultado de 6 dias de encontro.

Para quem quiser apreciar os vídeos do encerramento:



Saudades, São Carlos....

Obrigada Grande Pai....o rio atravessou lugares deslumbrantes dessa vez.

S.J

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Stella na Funarte- por Osvaldo Ribeiro

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO DO PROF OSVALDO RIBEIRO, PUBLICADO DO BLOG COORDINATUM

"
terça-feira, 18 de maio de 2010
(2010/143) Stella, na FUNARTE



1. Stella escreve de terras são-carlinas em seu blog. Está lá, tocando e se divertindo, experimentando a dádiva de fazer o que gosta. Pouca gente no mundo, desse andar de baixo em que vivemos, tem o privilégio de fazer o que gosta. Vem de Marx, o velho Karl, a idéia de que a alienação humana está ligada historicamente à alienação de seu trabalho, quando a realização humana, descolada do trabalho humano, fica impedida justamente por causa desse trabalho aviltado/descolado/alienado - quando não se pode ser, fazendo, não se pode ser, porque o fazer descola-se do ser, e o ser é engolido, destruído, vilipendiado pelo azáfava puramente biológico da sobrevivência. Mas Stella, nesses dias, diverte-se com seu pequeno quinhão de prazer e delícia. E eu me alegro com ela.

2. Ela sabe, Denise sabe, Davidson sabe, até Westh Ney sabe, Stella seria assessora da Coordenação. Não o foi, agora, porque conversamos um bocado sobre isso, e ela achou, e acabou me fazendo achar, que não era dia e lugar, hora e momento. Então, convidei Denise, que se sentiu muito contente em ser lembrada. E eu também, apesar de que Denise gosta de um celular, e eu odeio essa porquera... Mas acho que, depois de ela entender o quanto esse instrumentinho do capeta é chato, ela vai entender... Ela gosta de me ligar no meio da aula :O)

3. Li, agora, o blog de Stella, instado por seu e-mail divulgação. Vai aqui meu protesto de muitíssima estima e admiração por essa "neguinha", como ela se descreve no post de São Carlos, o que me lembrou Vanessa da Mata... Essa declaração pública em nada, absolutamente em nada, diminui a importância de Denise - em nada! Mas creio que a comunidade deve saber que Stella, que foi minha colega de Coordenação durante parte da gestão anterior, quando não éramos, ainda, MEC, tinha sido minha primeira opção. Deixou passar a gôndola dessa Veneza incerta... Denise, agora, há de cantar para nós, enquanto "rema" sob as pontes da cidade-água. Ah, e Stella tem um texto inquietante sobre águas, que vai me perseguir por alguns dias, tão forte e profundo me tocou... Se não fossem dias perigosos, se não fôssemos nós mesmos tão perigosos, se fôssemos mais livres, eu diria que Stella é meio bruxa, o que é uma das coisas mais admiráveis nas mulheres profundas. Por que eu o sei? Porque Bel é bruxa, também... E eu a amo! Quando os apócrifos judaicos, aproveitando-se do início da teologia dos demônios, um Enoque, por exemplo, inventaram de dizer que os demônios ensinaram as poções às mulheres, era porque já naquela época, também judias eram assim, profundas, misteriosas, noturnas, bruxas, eu diria, se com esse termo, demonizado, não tivéssemos inventado a tortura santa medieval... Eu queria ser bruxo assim. Mas me sobrou apenas um cisco de exegese, que, perto dos fogos de artifício da profundidade feminina, soam-me com estalinhos de São João, puf!, puf!, acabou...

4. Stella, divirta-se, e volta logo, que seus alunos reclamam um monte de suas ausências, mulher! Denise, parabéns pela nova função, seja bem-vinda, e, se posso desejar algo a você, é que se divirta tanto na nova atividade que conquistaste, quanto Stella se diverte em São Carlos. Quanto a mim, estou aqui, tentando..."

terça-feira, 18 de maio de 2010

Painel Funarte- São Carlos (SP)

Aqui estou em São Carlos.

Estamos no segundo dia do painél e já tenho tanta novidade, tanta experiência nova, muita coisa boa para contar.

Estou à trabalho e não dá tempo de escrever tudo.

Mas é preciso ressaltar: Prof. Angelo (Goiania) e prof Wladimir (Campina Grande)-
Que belíssima surpresa!!

Grandes regentes, grandes professores e grandes pessoas. Falarei mais depois.

E a Zezé, que pela Funarte promove tudo isso??

Salve...salve!!!

Números: Para as aulas - mais de 90 inscritos.
Para o grande coro noturno- 150 inscritos.
Pessoal interessado, musical, grande encontro!!

No repertório, três canções do Projeto Funarte de composições para coros juvenis-

Entre as três "É madrugada" , da neguinha aqui.
O pessoal está curtindo e eu muito mais de tocar para regentes tão ilustres, cantores maravilhosos e trocar tanta experiência.

O rio corre por São Paulo ... e está bonito.... bem bonito....

S.J

ps: Faz bem acessar o site da Funarte. Além de concursos ,editais interessantes e muita informação, as partituras e gravações do projeto de coros está lá, para ouvir e baixar .

www.funarte.gov.br/portal/category/cntro/musica/

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das mães....o farol




Hoje é um dia que dá mais vontade ainda de te encontrar, mãe.

Durante 39 anos o local do encontro era certo, a promessa de alegria se cumpria: na sua casa, na nossa casa, com os irmãos e o pai em torna da mesa, com voce, no centro....centro das atenções...centro do nosso equilíbrio..... centro da nossa vida.

Mãe, voce era o meu centro.... ainda é, no meu coração...és a força que palpita nele...és a presença afetiva forte..nas lembranças mais bonitas, mais seguras, mais preciosas....

Mas tu eras meu centro de verdade. Um farol aceso, permanentemente....

...se eu me aventurasse em águas escuras, sabia como e para onde voltar

- Estavas lá...segura, brilhante, acenando para mim a rota.


E na chegada ......só amor.


Mesmo que a viagem não tivesse sido produtiva, mesmo que voce tivesse me avisado que não valeria a pena, mesmo que houvesse me alertado dos perigos , mesmo que eu chegasse machucada, ou demasiadamente cansada..... só Amor.

Nunca a crítica , nunca o castigo, nunca o julgamento- aceitação e amor.


Hoje quero abrir a porta de casa e sair ao teu encontro


- Não! Não um encontro no campo metafísico, em que os olhos se fecham e as imagens todas se repetem nas lembranças.


Não- quero encontrar-te física, viva, material !!!!

Tem certas coisas muito difíceis de aceitar e impossíveis de entender....








sábado, 17 de abril de 2010

Sonhando com água...coisas na mente...mistérios da alma


Hoje sonhei com minha mãe.


Acordei com o rosto dela cravado na minha mente.

Aquele sorrisinho discreto, quase infantil.


E ligeira, sempre ligeira para agradar, fazer um 'pastelzinho esperto' com suco, colocar uma mesa para o lanche... o lanche...... belo pretexto para conversas intermináveis.


Mas havia muita água no sonho. Não gosto de sonhar com água.


Um dia antes das enchentes no Rio, eu sonhei :
" eu e meus dois irmãos estavamos num clube perto da praia, e havia uma ilha próxima. Fomos nadar até à ilha.

No sonho, o mar estava calmo e chegamos à ilha com tranquilidade.

De repente o mar 'subiu' e o Joel disse, melhor voltar.

O retorno foi dramático, ondas muito altas, e incríveis buracos no meio do mar, que sugavam tudo que passava por perto, coisa estranha.

Procuramos nadar próximos, bem próximos e nós três chegamos à praia."

Mas quanta água...
No dia seguinte houve a enchente no Rio de Janeiro.


Eu respeito meus sonhos, gosto de tê-los, mas em alguns há algo de mistério e presságio .


O de hoje tinha água.

A casa da mamãe era no meio de um canal, muito bonito, muito limpo.
Todo deslocamento era feito de lancha, e barco.....meu pai adorava viver ali.


E eu comecei a curtir aquela casa na água.
Mamãe estava feliz... .... feliz com a casa dela na água... mamãe, que adorava o mar, assim como eu......
...........ela que deve estar contemplando o Rio lindo, o Rio profundo..... da cidade das ruas de ouro e da luz que nunca se apaga!!


S.J


domingo, 21 de março de 2010

Resignação? Pra quem pode...


Dia desses estava assistindo à GNT- programa de entrevistas.

Neste dia a entrevistada era uma atriz: linda, famosa, requisitada, premiada, bem casada, rica.

No final , a entrevistadora pediu para a atriz deixar uma frase ou um pensamento, para encerrar a entrevista.
A atriz ficou sem saber, disse que não estava prevenida.....etc

Por fim disse: ' vou deixar uma palavra que está me mobilizando, em razão de uma busca espiritualista que tenho feito ultimamente" - RESIGNAÇÃO.

Daí a entrevistadora pediu- " Explica pra gente, porque esta palavra te mobiliza e como se aplica na sua vida ?".

E ela diz ( não literal): " É a capacidade de aceitar serenamente tudo que a vida te apresenta, da forma que se apresenta, sem brigar com as circunstâncias- sem tentar mudá-las - aceitação com paz! Tenho praticado isso".

A entrevistadora parabenizou a convidada por estar exercitando um aspecto elevado da busca espitirual.

Eu do meu sofá, comecei a matutar: " Essa lindeza de atriz, tem mais é que aceitar com muita alegria tudo que a vida tem apresentado pra ela. " rsrs.
Evidentemente, brincadeiras à parte, todos temos problemas, dilemas e conflitos- mesmo os mais privilegiados sofrem.

O teste real é quando os ventos mudam e as coisas que se apresentam não são tão lindas assim - bobeando, a tal da RESIGNAÇÃO vai para as cucuias....

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ninguém quer chibata, o mundo quer amor.




...se alguém entrou em confusão, errou o alvo, já está devidamente castigado por si mesmo.
....nenhum ser , em sã consciência, arranja problema pra si e fica feliz .
...ninguém quer mais chibata, a gente quer amor!


sábado, 5 de dezembro de 2009

'Deus, a gente tá muito feliz"..

Meus alunos de recital de piano 2009-Da esquerda para à direita, na primeira fila: Lícia, Gisele, eu e Joyce.
Segunda fila: Bruna, Tamires Chuchu e Sadson.
Tenho muito orgulho dessa turminha e já estou com saudades.
Sejam muito felizes, Deus está feliz com voces!!!!


Queridos do Blog , transcrevo um depoimento de uma aluna do Seminário, que me tocou, tal a sensibilidade e a capacidade que ela teve de me perceber nesses anos de conviência.
Um retorno como este da Licia, vale mais que salário, que posição, que prestígio. É a melhor recompensa para um professor, um educador.
Meu troféu são as pessoas !
Hoje fiquei mais rica, obrigada Li!!!

"
Querida Stella,

Que a Stella é ótima, excelente profissional e pessoa, todo mundo sabe.
Quando a pessoa já é muito boa, quem quer elogiar precisa entrar em detalhes.


Eis:
Uma das coisas mais marcantes pra mim nesses 4 anos de vida no seminário foi a convivência com Stella. Lembro-me como se fosse hoje quando ela resolveu reativar o Oquyra. Anunciaram e aparecemos 4 pessoas para o teste. Ensaiamos e a Stella parecia muito feliz, com a mente muito fresca, muito fértil. Cheia de coisas boas que haviam de nascer. No fim do ensaio fomos orar. Ela começou: "Deus, a gente tá muito feliz..."


Pronto. Aí eu soube que ela seria pra mim muito mais que uma professora de piano. Por algumas vezes, repeti essa oração. Aprendi a contar pra Deus como eu estava, e de uma forma muito espontânea dizer pra ele quando estava feliz ou triste. O tempo foi passando e a Stella sempre lá. Nos meus momentos mais difíceis, ela sem saber é que me fazia cantar "O Senhor é a minha força, meu refúgio e salvação..."

Aqui faço uma pequena digressão : o Oquyra precisa voltar!!!!

Creio que não preciso dizer que não parei de aprender com ela. Com essa força, esse jeito de ver a vida, o saber viver e brincar de viver e o tratar muito bem e com respeito a música.

Tudo isso culminou na minha banca. Naquele momento exato,mágico. Estávamos eu, as 3 professoras (Stella, Clau e Elny) e a Lu (linda Lu!) filmando.

Stella me disse algumas palavras e foi orar. Adivinhe?
É, a oração começou assim mesmo: “Deus, a gente tá muito feliz...”
E não poderia ser de outro jeito. Quando ouvi essas palavras, foi como brisa. Paz. Me concentrei no que tinha que fazer, mas era isso: Eu estava feliz! Tirei 10. Claro que fiquei muito feliz, emocionada. Mas 10 mesmo é poder olhar pra trás – se é que já se pode dizer “pra trás” dessa jornada – e ver o quanto cresci, e como tudo aconteceu. Stella me abriu caminhos. Mais que isso, me abriu olhos para ver caminhos. Obrigada, minha professora! Obrigada, Deus! A gente tá muito feliz... "

( por Licia)

S.J